História das Coisas é um curta-metragem objetivo e de fácil
entendimento, que aborda a História das Coisas, ou seja, de onde vem e para
onde vão tudo o que compramos. Neste documentário é citado o consumo exagerado
pela busca de bens materiais, ocasionado por uma falsa necessidade que os indivíduos possuem, como também os
impactos que isso gera ao meio ambiente. Ressalta a maneira
irresponsável de como estão tratando os recursos naturais e o quão negativo
isto se torna para a natureza, para a população do planeta e para que esta
matéria-prima se torne escassa.
O primeiro estágio da produção das coisas é a
extração, que é uma forma elegante de classificar a exploração dos recursos
naturais e a devastação do planeta, afinal, árvores são cortadas, florestas desmatadas
e a fauna e flora destruídas para o alcance das matérias primas. Essas matérias
primas vão para a produção, e agora, usa-se a energia para a mistura de
químicos tóxicos com os recursos naturais a fim de produzir os produtos, que
por sua vez, são químicos. Atualmente, no comércio são usados cerca de 100.000
químicos sintéticos que trazem riscos a saúde da população.
Outro ponto a se destacar são homens e mulheres que
trabalham na produção desses bens, ou seja, nas fábricas. Em sua maioria, são
mulheres que se encontram em idade fértil e que trabalham com tóxicos
reprodutivos, trazendo assim, sérios riscos à sua saúde e a de seu futuro bebê.
Agora você pode se perguntar: Mas por que há mulheres que se submetem a esta
situação? A resposta é simples, acontece pela falta de opção. A destruição do
meio ambiente e das economias locais garantem a oferta de pessoas sem
alternativas de trabalho. Para se ter uma ideia, em todo o mundo, cerca de 200
mil pessoas estão migrando para cidades e favelas em busca de trabalho, mesmo
sendo os de alto risco.
Podemos notar que não são apenas os recursos que
estão sendo prejudicados, mas também pessoas e comunidades inteiras estão sendo
afetadas por essa insaciável busca de matérias primas e, consequentemente, o desmatamento do planeta.
Nas fábricas, há a mistura da matéria prima com
outros tóxicos, a qual no fim produz-se um produto tóxico e nocivo à saúde das pessoas. Mas e depois, para onde vão esses produtos? Vão direto para as nossas casas, afinal, essas matérias primas se tornam bens
de consumo.
Quando falamos em distribuição, falamos em vender
todo esse “lixo” tóxico o mais rápido possível, cujo objetivo é manter os
preços baixos e também manter as pessoas realizando compras. Nisso ocorre a
desvalorização dos vendedores, que ganham pouco. Tudo gira em torno de
externalizar custos, ou seja, o custo real de fabricar coisas não é compatível
com o preço, em outras palavras, não estamos pagando pelo o que compramos. E
quem paga? No caso, as pessoas que perderam sua base de recursos naturais, com
a perda de seu ar puro e com o aumento de níveis de câncer e também pelo fato
de pessoas receberem menos do que deveriam pelos esforços de seu trabalho.
Tudo ocorre em torno do consumo e das compras para
movimentar esse sistema e gerar lucros. Um dos problemas é que em poucos meses
esses produtos são descartados. E com isso, como é possível administrar um
planeta? É válido ressaltar que antigamente era desejável cuidar dos próprios
bens, diferente de hoje, onde tudo se descarta. Porém, tudo isso foi planejado,
pois a partir da 2ª Guerra Mundial, buscava-se uma forma de melhorar a
economia, então, um analista de varejo viu a solução que veio a se tornar uma
regra para todo o sistema. Ele pensou:
“Nossa economia produtiva exige que façamos do consumo o nosso meio de vida.
Devemos converter a compra e o uso desses bens em rituais, que busquemos nossa
satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego, em consumo. Precisamos ter
coisas consumidas, queimadas, substituídas e descartadas de modo maior e mais
acelerado”.
Para isso ocorrer, as estratégias adotadas foram a
criação de produtos que se tornam inúteis o mais rápido possível, para que
joguemos fora o quanto antes e compremos um novo. Um exemplo é o computador, já
que sua tecnologia se inova em tão pouco tempo que, em menos de 1 ano já há
diversas outras funcionalidades em um notebook que não possuía no modelo
anterior. Outro ponto é nos convencer de jogarmos fora produtos que ainda são
perfeitamente úteis, um exemplo clássico disso é a moda. Embora tenhamos um
sapato bom, este pode se tornar “ultrapassado” pelos tempos atuais. Outro
exemplo é o celular, pois, mesmo você possuindo um aparelho que comprou no ano
passado e possui todas as funcionalidades, hoje já existem outros novos modelos
e que seus amigos já possuem e você não.
A propaganda desempenha um papel fundamental nesta
questão, afinal, somos bombardeados com inúmeros anúncios ao longo do dia. Se
você refletir sobre isso, poderá notar que um anúncio tem a capacidade de nos
deixar infelizes com o que temos. São os cabelos que poderiam ser mais macios,
as roupas que estão ultrapassadas, os carros que serão a sensação para o
próximo ano e que você deve ter, enfim, são anúncios que nos induzem a comprar,
a solução para os nossos problemas é ir fazer compras.
Então, trabalhamos para comprar! Muitas pessoas
possuem mais de um trabalho e não passam o dia com sua família ou são raros os
momentos de lazer. Quando chegam em suas casas, ligam suas televisões e são
bombardeadas de anúncios que dizem o quanto você poderia ser melhor se tivesse
isso ou aquilo, e então se dirigem ao shopping e fazem compras para se sentirem
melhor.
E agora, o que fazemos com tudo o que compramos?
Tudo vai para o lixo, na verdade, para um aterro sanitário, que por sua vez, é
um buraco em nosso solo, o qual é depositado o lixo queimado no incinerador,
poluindo o ar, a terra e a água.
Uma alternativa para o lixo é a prática da
reciclagem, porém, esta não é o suficiente. Temos que parar com a nossa mentalidade
de fazer compras de forma a nos satisfazer emocionalmente, pois precisamos nos
livrar desse pensamento de desperdício. É interessante pensarmos em
sustentabilidade e equidade para uma energia renovável e economias vivas
locais.
Precisamos cuidar de nosso planeta e de nós mesmos,
pois esse consumo excessivo só tende a nos degradar, prejudicando nossa saúde e
os recursos naturais de nosso planeta.
Fica o link para quem quiser assistir ;)


Obrigada me ajudou bastante
ResponderExcluirmuy bueno felicitaciones, gracias
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